O amianto é uma fibra mineral natural encontrada em abundância 2/3 do solo e na água de todo o planeta, inclusive em rios, lagos e até mesmo na neve. O amianto não queima ou corrói, e suas principais características são incombustibilidade, resistência, boa capacidade isolante, durabilidade e flexibilidade.
Esta combinação única de propriedades faz do amianto um material extremamente útil.
Os cientistas acreditam que desde a pré-história o homem primitivo utilizava o amianto para reforçar objetos de argila e cerâmica para aumentar a durabilidade e resistência ao fogo de panelas e outros utensílios. Há registros de uso do amianto no território dos países nórdicos, na Grécia Antiga, nas regiões ocupadas pela civilização romana, nos territórios vikings, na Sibéria e no extremo Oriente. O amianto foi bastante utilizado em pavios de lamparinas, e também para compor tecidos resistentes ao fogo.
A exploração em escala comercial do amianto teve início no final do século XVII, com as primeiras tentativas de mineração do amianto no Canadá, Rússia e França, em jazidas descobertas durante a prospecção de outros minerais. A aplicação do amianto como revestimento e isolante passou a ser estudada e divulgada amplamente a partir da segunda metade do século XIX. Com a descoberta do fibrocimento (uma mistura de cimento, amianto e água) em 1895 pelo austríaco Ludwig Hatschek, o produto passa a ser utilizado em toda a Europa pela facilidade e agilidade em sua aplicação como cobertura, na montagem de telhados e galpões, e no século XX o processo é difundido em todo o mundo.
No fibrocimento, cerca de 90% da mistura é cimento e menos de 10% é amianto, que tem a função de sustentação. Nesta mistura, as fibras ficam tão perfeitamente incrustadas na massa que dificilmente se desprendem. Anualmente, cerca de dois milhões de toneladas de amianto são consumidas no mundo, usada principalmente na composição do fibrocimento, utilizado na construção civil.
Amianto crisotila e amianto anfibólio
Existem dois grupos de amianto, o crisotila e o anfibólio. O amianto anfibólio possui fibras duras, retas e pontiagudas, além de possuir altas concentrações de ferro em sua composição. Já o amianto crisotila possui fibras curvas e sedosa em sua composição tem altas concentrações de magnésio. Estas características
implicam em biopersistência, que significa, o tempo de permanência das fibras no pulmão antes de serem eliminadas. Enquanto as fibras do amianto crisotila permanecem no máximo dois dias e meio no pulmão, as fibras do anfibólio ficam mais de um ano.
O uso, a fabricação, o comércio e o transporte de amianto no Brasil estão regulamentados pela lei Federal 9055/95, pelo Decreto 2350/97 e pela Portaria 3214/78 - NR15 - Anexo 12 (www.brasil.gov.br). Essa legislação regulamenta o uso controlado e responsável do amianto crisotila e proíbe todos os outros tipos de amianto. O Brasil é o terceiro maior produtor no mundo do amianto crisotila. O país hoje é auto-suficiente na produção e exporta a matéria-prima para mais de 20 países, entre eles, Índia, Tailândia, Indonésia, México, Colômbia e Emirados Árabes.